quinta-feira, 30 de maio de 2013

PROJETO: PEDAGOGIA DOS SENTIDOS


ABORDAGEM PEDAGÓGICA DE REGGIO EMÍLIA
  Após o término da Segunda Guerra, as mulheres de Villa Cella, cidade no nordeste da Itália, próxima a Reggio Emilia, decidiram erguer e administrar uma escola para os filhos, pois todas as da região haviam sido devastadas. Essa escola ficou universalmente conhecida pela abordagem pedagógica para a educação infantil. O pedagogo e educador de Régio-Itália, Loris Malaguzzi , foi o criador da idéia de Reggio Emília, sendo até hoje seu incentivador primordial. Foi este educador quem constituiu um princípio de ensino em que não existem as disciplinas formais e que todas as atividades pedagógicas se desenvolvem por meio de projetos. Estes projetos, no entanto, não são antecipadamente planejados pelos professores, mas, surgem através das idéias dos próprios alunos, e são desenvolvidos por meio de diferentes linguagens. O ensinamento que sustenta todo esse princípio, é a Pedagogia da Escuta, que foi sistematizada pelo educador italiano. Esta abordagem de Reggio Emilia se vincula a tudo o que a linguagem visual pode apresentar.

A capacidade criadora e a característica dos trabalhos desenvolvidos fizeram com que esta atitude típica de educar fosse avaliada, há dez anos, como a melhor do mundo pela revista norte-americana Newsweek. Este exemplo, serviu de fonte de apoio e inspiração para a Educação Infantil de países de contextos bem diferentes como Suécia e Senegal, Dinamarca e Nova Zelândia, Espanha e Estados Unidos,etc

As lições de Loris Malaguzzi têm três grandes princípios:

A- as crianças podem compartilhar seus conhecimentos e saberes, sua criatividade e imaginação por meio de múltiplas linguagens, sem enfatizar nenhuma. As múltiplas linguagens se evidenciam através do desenho, do canto, da dança , da pintura, da interpretação, enfim, divulgadas por distintas passagens que se somam na execução do projeto e nos saberes que são construídos. Anotar, fotografar, gravar e filmar são partes principais da rotina.

B- O mundo de conhecimentos não está dividido em assuntos escolares, mas é um grupo único, onde certas áreas são sugeridas por meio de projetos com uma matéria de trabalho.

C- A interação entre o adulto e a criança deve ser uma parceria, na qual interesses e envolvimentos recíprocos devem permanecer e interagir para que um objetivo comum seja alcançado: o saber.

As escolas em Reggio Emilia têm na arte a ferramenta para o pensamento. São escolas feitas de espaços, onde as mãos e mentes das crianças se entrelaçam em uma alegria criativa e libertadora, através de uma aprendizagem real. Assim é possível constatar como a criança argumenta e se expressa, o que produz com suas mãos , como brinca, como debate idéias, como sua investigação funciona. O plano é inserido como um desafio e envolve conhecimento de exploração e discussão em grupo. Após esta primeira fase, há representação e expressão, através do uso de meios peculiares: desenho, movimento, jogos, construção com materiais que abrangem a Arte e a estética , que são partes essenciais da maneira como a criança compreende e concebe o mundo. Há um respeito muito grande pelas idéias das crianças nas suas variadas demonstrações, identificando esse trabalho na perspectiva de um pesquisador.

As palavras comuns entre os professores de Reggio Emilia, são “cívico” e “civil”. Dizem e acreditam que a criança tem direito à civilidade, à civilização e à vida cívica. Afirmam que uma criança habilidosa produz transformação nos sistemas em que está vinculada e torna-se uma elaboradora de cultura, valores e direitos. Os educadores promovem os processos de aprendizagem cooperativos e o trabalho em conjunto. Na comunidade de aprendizes, todos os partícipes são ativos: ninguém possui responsabilidade total. A finalidade é interdependência em lugar de independência, e o pensar “com os outros” em lugar de “por si mesmo”, isso envolve cidadania e significa basicamente compartilhar e tornar-se protagonista na sociedade. A sociedade cívica abrange o significado de identidade das pessoas, ampliando o conceito do “eu” em “nós”.

Referências:Carolyn Edwards, professora Universitária

 

Autora: Amelia Hamze

Educadora

Profª UNIFEB/CETEC e FISO - Barretos













 

REPORTAGENS SOBRE ALFABETIZAÇÃO

 
Fonte: Guia Prático para Professores de Educação Infantil - Dezembro 2011 - ano 8* nº 105 - Editora Escala Educacional - páginas 22 e 23
 
 
 
 
 
Fonte: Revista Nova Escola - Março 2006 - nº 190 - páginas 25 a 31 - Editora Abril

ARTES


Fonte da Pesquisa:
Guia Prático do Professor Educação Infantil - Editora Escala Educacional - Número 117

PROJETO

Planos, atividades, sequências ou projetos

Você sabe quando usar planos, atividades, sequências ou projetos?
 
Para preservar o sentido do conteúdo, evitar sua fragmentação e distribuir os temas em função do tempo de aprendizagem, o ensino pode ser organizado de acordo com as chamadas modalidades organizativas. Abaixo, você confere um resumo sobre cada uma das modalidades:
 
Plano de aula Forma de organizar a aula com foco numa atividade específica (leitura exploratória de um texto, resolução de um tipo de um tipo de problema matemático etc.). Como dura apenas uma aula, costuma ser usado para apresentar um conteúdo ou explorar um detalhe dele.
 
Atenção Não se esqueça de incluir uma atividade diagnóstica inicial (para verificar os alunos sabem sobre o assunto) e uma avaliação final (para indicar o que aprenderam).
Atividade permanente Também chamada de atividade habitual, é realizada regularmente (todo dia, uma vez por semana ou a cada 15 dias). Ela serve para construir hábitos e familiarizar os alunos com determinados conteúdos. Por exemplo: a escrita de parlendas e de listas, semanalmente, faz com que os alunos reflitam sobre o sistema alfabético e, aos poucos, compreendam a relação entre o que se escreve e o que se lê.
Atenção Ao planejar esse tipo de tarefa, é essencial saber o que se quer alcançar, que materiais usar e quanto tempo tudo vai durar. Vale sempre contar para as crianças que a atividade em questão será recorrente. Com o tempo, os alunos passam a prever a atividade que será proposta, de tão habituados.
Sequência didática Conjunto de propostas com ordem crescente de dificuldade. O objetivo é focar conteúdos particulares (por exemplo, a regularidade ortográfica) numa ordenação com começo, meio e fim. Em sua organização, é preciso prever esse tempo e como distribuir as sequências em meio às atividades permanentes e aos projetos. 
Atenção É comum confundir essa modalidade com o trabalho do dia a dia. A questão é: há continuidade? Se a resposta for não, você está usando uma coleção de atividades com a cara de sequência.
Projeto didático Reunião de atividades que se articulam para a elaboração de um produto final forte, em que podem ser observados os processos de aprendizagem e os conteúdos aprendidos pelos alunos. Costuma partir de um desafio ou situação-problema. Trabalhados com uma frequência diária ou semanal, podem estender-se por períodos relativamente prolongados (um ou dois meses, por exemplo), tornando os alunos especialistas num determinado tema.
Atenção O erro mais comum é um certo descaso pelo processo de aprendizagem, com um excessivo cuidado em relação à chamada culminância (a elaboração do produto final).
Referências :  Revista nova escola

AULA FORA

Passeio ao Zoológico

A professora ira levar as crianças no zoológico, com o objetivo de que as crianças levem um caderno para colher informações sobre os animais como:
· Aonde eles vivem?
· Identificar classe dos animais?
· O que cada animal pode produzir de alimentos?
· Quais são as características dos animais?
Fazer uma lista de qual é o alimento que os animais comem?
Após a pesquisa a professora dividira a turma em 5 grupos sendo elas que cada grupo falara de cada classe de animais:
· Aves
· Repteis
· Invertebrados
· Mamíferos
· Anfíbios
Depois que as crianças falarem dos animais, fazer debates entre as crianças, perguntas, e durante a pesquisa as crianças ira tirar fotos dos animais pra montar um mural em sala de aula.
Pode ser feitos imitação dos animais, para ver se outro grupo acertara quem é o animal que esta sendo imitado.
Objetivo da aula:
· Identificação dos animais
· Trabalhar em conjunto
· Aprimorar seus conhecimentos
· Conscientizar as crianças de como preservar os animais.
· Contato com os animais.
A professora fechara com sua avaliação, observando o que as crianças já conheciam, e de que aprenderam, levando assim para sua vida.




 

ATIVIDADE: JOGO DE MEMÓRIA

Alfabetização: vamos criar fichas para um jogo de memória?

Nessa atividade, as crianças comparam suas produções com as dos colegas, colocam à prova o que sabem e constroem conhecimentos sobre o sistema alfabético. Baixe aqui as fichas para construir o jogo da memória com os alunos!
Os alunos da EE Professora Julieta Farão registraram o nome de bichos nas cartas do jogo mesmo sem saber escrever convencionalmente. Foto: Raoni Maddalena.
Os alunos da EE Professora Julieta Farão registraram o nome de bichos nas cartas do jogo mesmo sem saber escrever convencionalmente.
Dentre os vários momentos delicados da alfabetização inicial, existe um que merece muita atenção: a passagem da hipótese silábica para a silábica alfabética. É a fase em que a meninada começa a abandonar a escrita quase sempre feita só com vogais e passa a escrever acrescentando consoantes. "A introdução das consoantes desorganiza o sistema anterior e as crianças devem empreender a penosa tarefa de encarar os desafios de encontrar uma nova organização", afirma a psicolinguista argentina Emilia Ferreiro no artigo A Desestabilização das Escritas Silábicas. Nesse processo, o aluno registra uma mesma palavra de modos distintos, em momentos diferentes, ainda em busca de uma estabilidade para escrever.
Para compreender o fenômeno e ajudar a garotada a progredir nas hipóteses de escrita, há diversos caminhos. Um deles é um projeto didático que prevê a produção de fichas para um jogo da memória. A proposta - criada pela pesquisadora Claudia Molinari, argentina especialista em alfabetização inicial - foi realizada pela turma do 1º ano da EE Professora Julieta Farão, na capital paulista. O tema escolhido foi animais e as crianças tinham de escrever o nome dos que já conheciam. Ao longo desta reportagem, apresentamos algumas produções dos alunos analisadas por Regina Scarpa, coordenadora pedagógica da Fundação Victor Civita (FVC).
 
Conteúdo relacionado 
Especial: Tudo sobre Alfabetização
Roteiro didático: Escrita pelo aluno na alfabetização inicial.
A mesma palavra escrita duas vezes revela o que a turma sabe.
Para realizar a atividade, selecione um tema e prepare as cartas. Cada par precisa ter a foto de um bicho e um espaço para o nome dele. Depois, compartilhe com a turma o objetivo: construir um jogo para brincar com os colegas.
Para começar, distribua uma ficha para cada aluno, reservando o par correspondente para ser entregue depois. É importante planejar qual será dada para cada um, levando em conta suas hipóteses de escrita. Afinal, os desafios contidos em escrever SAPO e CACHORRO, por exemplo, são distintos. Uma vez que todos tiverem terminado, peça que leiam em voz alta o que escreveram. Entregue outras fichas para serem preenchidas e repita o processo de leitura. Em seguida, recolha os trabalhos.
Fichas do jogo da memória dos animais.
Clique para imprimir as fichas e proponha à turma a construção de um jogo da memória com os nomes dos animais.
No dia seguinte, cada criança recebe as fichas que fazem par com as que já escreveram e deve escrever o nome do animal correspondente novamente - sem consultar as anteriores. Se elas estivessem disponíveis, muitos estudantes replicariam o que tinham escrito antes. As intervenções que você pode fazer para ajudá-los nesse momento são as mesmas usadas em outras situações de produção escrita com foco na alfabetização: incentivar a busca por informações sobre o sistema de escrita em fontes conhecidas (lista de nomes da turma, por exemplo) e trocar ideias com os colegas. O esperado é que a maioria dos pares de palavras seja grafada de forma total ou parcialmente diferente.
O fato de um aluno escrever PICO na primeira carta e PIAO na segunda (ou vice-versa) para PELICANO, por exemplo, revela que ele conhece diferentes letras e os sons correspondentes aos segmentos silábicos - um bom sinal. Porém deixa claro também os dilemas sobre quantas e quais letras usar e em que ordem colocá-las. Esse fenômeno recebe o nome de alternância grafofônica: quando se reveza o uso de duas letras para representar uma emissão sonora (no exemplo acima, C e A para CA). "Nesse cenário é interessante perguntar às crianças se as duas opções são pertinentes para a escrita da palavra", recomenda Telma Weisz, pesquisadora em alfabetização e supervisora pedagógica pelo Programa Ler e Escrever da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Muitas vezes, elas respondem que sim e acrescentam C à PIAO ou A à PICO. Se não o fazem na ordem correta, o resultado é um caso de desordem com pertinência.
Não se esqueça de oferecer também situações que façam a criança refletir sobre a escrita para ter a chance de avançar. Uma dessas oportunidades é a revisão.
Segundo Claudia, a necessidade de ter uma versão definitiva das fichas justifica a etapa de revisão. "A tarefa faz sentido mesmo se os cartões tiverem escritas idênticas, porém equivocadas. Elas podem ser reformuladas e melhoradas", diz. Os alunos, com a sua ajuda, colocam à prova o que sabem, acrescentando, omitindo ou trocando letras de lugar.
Referências :  Revista Nova Escola

SARAU


O Sarau no ensino fundamental I


 

O sarau é voltado à cultura, principalmente a poesia, porém podemos encontrar dança, musica, teatros e outras expressões artísticas. Os sarais tornaram-se comuns no século XIX, onde na época ocorriam no fim da tarde ou no início da noite.

O trabalho com sarais pode estimular os alunos o interesse pela cultura poética, o desenvolvimento da oralidade além de oferecer diferentes situações comunicativas.

Quando ainda no ensino fundamental I ocorre o estímulo à leitura, os alunos passam a gostar dos vários gêneros literários. A poesia por se tratar de um gênero diferente do que os alunos estão acostumados, apresenta uma variedade benéfica quanto à aprendizagem.

 

Como organizar um sarau 


  1. Deve-se escolher a poesia ou as poesias a serem trabalhadas;

  2. Fazer a leitura para que os alunos possam começar a familiarização com o conteúdo;

  3. Explicar como irá ocorrer o sarau:


    1. A ordem de apresentação da leitura;

    2. Forma de leitura (a leitura em sarais deve ocorrer sempre com a demonstração de sentimentos como: sorriso, espanto e etc.).

  4. Treinos antes da apresentação, que poderá ser só para a própria sala ou para outras salas, com ou sem convidados externos.


Exemplo de projeto com saraus


Sarau:

Objetivos

- Utilizar a linguagem oral, adequando-a a uma situação comunicativa formal.

- Ampliar o repertório de poesias.

 
Conteúdo

- Comunicação verbal.

- Leitura.

 
Anos

1ª ou 2ª séries

 
Tempo estimado

Dois meses. 

 
Material necessário

Livros

- A Arca de Noé (Vinicius de Moraes, 64 págs., Ed. Cia. das Letrinhas, tel. 11/3707-3500, 46,50 reais)

- Poemas Desengonçados (Ricardo Azevedo, 56 págs., Ed. Ática, tel. 0800-115-152, 26,90 reais)

- Mais Respeito, Eu Sou Criança (Pedro Bandeira, 80 págs., Ed. Moderna, tel. 0800-172-002, 29,50 reais)

 
Flexibilização
Para ampliar a capacidade de comunicação e expressão de crianças com deficiência auditiva e auxiliá-las a utilizar libras, posicione as crianças em semicírculo no momento da leitura, para que visualizem o educador, os colegas e o intérprete. É importante que todos falem um de cada vez, para facilitar a compreensão. Apresente os autores por meio de fotos e estimule a criança a declamar, em libras, poemas que já conhece. Você também pode declamar algumas poesias para servir como modelo de leitor. Expliquem a todos as etapas do projeto e apresente uma nova poesia às crianças a cada dia. Peça à criança surda que observe a expressão facial e os movimentos do corpo do intérprete quando este estiver declamando. Proponha que a criança leve um bilhete para casa pedindo que os pais escrevam uma poesia para ser apresentada aos colegas. Incentive a criança surda a participar da confecção da "caixa mágica" e explique que ali serão colocadas as poesias e os livros utilizados no projeto. Apresente à criança a poesia que ela irá declamar junto com dois ou três colegas. Convidar um surdo adulto para declamar na sala em libras para que a criança tenha outros exemplos também é uma boa alternativa. Filme a criança surda declamando com o seu grupo e num segundo momento retome o vídeo para que juntos possam ver o que precisa ser melhorado. No dia do sarau, é interessante que a poesia que será declamada em libras seja lida para a platéia. Registrar todos os avanços da criança é fundamental.

Desenvolvimento
1ª etapa
Pergunte quais poemas às crianças conhecem e estimule-as a declamar. Convidem-as a conhecer outros, mostrando os livros selecionados. Leia em voz alta, algumas delas, caprichando na entonação. Compartilhe a ideia de organizar um sarau de poesia e convidar os pais para assistir ao evento. Explique que para isso é preciso conhecer vários poemas e aprender a declamá-los.
 
2ª etapa
Apresente algumas faixas do CD de poesia musicada para familiarizar a turma com o gênero.

3ª etapa
Leia para os pequenos todos os dias os livros escolhidos para o projeto. Converse com eles sobre as poesias e como se deve declamar, cuidando da entonação e da altura da voz, para que o público compreenda e ouça com clareza o que for dito. Como tarefa de casa, oriente que peçam aos pais para recitar e registrar por escrito poemas e versinhos que apreciem. Use a caixa de papelão para guardar os textos poéticos fornecidos pelos pais, os livros e o CD.

4ª etapa
Leia a poesia Bola de Gude, do livro Poemas Desengonçados, chamando a atenção da turma para a entonação, dicção e altura da sua voz. Proponha que a recitem coletivamente. Repita o procedimento com outros poemas

Bola de gude

a maior bola do mundo

é de fogo e chama sol

a bola mais conhecida

é a de jogar futebol

 
certa bola colorida

jogar bem eu nunca pude

é de vidro essa bandida

e chama bola de gude

 
6ª etapa
É hora de selecionar o que será apresentado no sarau. Pergunte às crianças quais são os textos prediletos delas e decidam se as declamações serão feitas individualmente, em duplas, trios ou grupos maiores. Convide as famílias para o evento.

7ª etapa
Ensaie com a turma os poemas

Avaliação
Observe e registre o avanço das crianças no que se refere à apropriação na forma de se expressar em situações de comunicação formal.

 
Referencias biográficas:



sábado, 25 de maio de 2013

FILMES

Indicações de Filmes relacionados a pedagogia.


 "Como estrelas na terra: toda criança é especial"

 O filme indiano "Como estrelas na terra: toda criança é especial", produzido e dirigido por Aamir Khan, traz como temática o transtorno de aprendizagem, em especial, a dislexia.
 
 
 
 

  "O Triunfo"



Snowden, escola de 1º grau, Aurora, Carolina do Norte, 1994. Ron Clark (Matthew Perry) é um professor temporário, que experimenta um misto de nervosismo e ansiedade ao aguardar o momento de começar no emprego. Mas, antes mesmo de iniciar, demonstra uma rara sensibilidade ao saber se aproximar de um garoto que tinha sido colocado em um castigo humilhante por outro professor. Após 4 anos, os métodos de Clark se mostraram mais do que eficientes, pois classificou sua classe em 1º lugar do município pelo 4º ano seguido. Como uma singela forma de reconhecimento, para se sentir mais permanente, lhe deram uma vaga no estacionamento, inclusive com seu nome gravado. Porém ele quer algo mais da vida e, assim, fala para seus pais que deixará o lugar, antes que usem a vaga como seu túmulo. Sonhando grande, ele vai a Nova York, mesmo sabendo que lá encontrará desafios bem maiores. Ele pretende ser professor no Harlem, apesar de dizerem que tem a "cor errada". Ron tenta inutilmente encontrar emprego como professor e, para ter alguma renda, consegue um emprego de garçom. Ao passar na porta da Inner Harlem, uma escola de 1º grau, vê um professor se atracando com um aluno. Este fato faz com que o professor peça demissão e Clark consiga o emprego. Mas, para a surpresa do diretor, Ron quer ser professor da pior turma do colégio. Ninguém sabia, mas ele estava rescrevendo não apenas a sua história, mas também a de várias outras pessoas. 


"Primeiro da classe (2008)"


O filme é estrelado pelo ator James Joseph Wolk que dá vida ao professor Brad Cohen, personagem com a Síndrome de Tourette . Trata-se de uma história verídica.
O personagem Brad, no início do filme, não tem um bom relacionamento com o pai, mas conta com um irmão protetor e uma mãe que o apóia. Desde a infância, ele sofre preconceitos devido a Síndrome de Tourette, Cansado dos tratamentos sem solução, Brad resolve abandonar o acompanhamento médico.  
Já adulto e formado, Brad começa a correr atrás do seu sonho, ser professor, mas o preconceito com a Síndrome é a sua maior barreira. Apesar de um bom currículo as manifestações da Síndrome o reprovam nas entrevistas. Depois de muita procura, uma escola o contrata. Pela primeira vez Brad foi observado com o profissional e não por sua Síndrome.
A principio a aceitação de Brad parecia ser total até que o pai de uma aluna solicitou a mudança da sua filha para outra classe, devido ao preconceito contra a Síndrome do professor Brad. O pai da aluna achava que um professore com a Síndrome de Tourette não teria capacidade de ensinar sua filha. Por outro lado a estudante não quereria perder o contato com o professor Brad. Esse fato não abalou a confiança da escola em Brad.
Brad conheceu uma moça pelo portal de relacionamento, a Nancy Lazarus e iniciou uma interação virtual. Mas ela ficou medo de conhecê-la pessoalmente, pois receava ser rejeitado por causa da Síndrome Tourette. Esse receio não se confirmou, pois Nancy o aceita e apóia em tudo.
Os alunos também aceitavam o professor Brad sem manifestar preconceitos e em sua turma haviam dois alunos que apresentavam necessidades especiais. Brad aos pouco foi mostrando todo seu potencial chegando a ganhar o prêmio de Professor do Ano. Esse reconhecimento surpreendeu e ele e a todos que se mostraram preconceituosos. Durante a entrega do premio os alunos relataram que o premio veio porque Brad não se deixou vencer pela Síndrome Tourette, vencendo-a. 
 
 
  

"UM SONHO POSSÍVEL"

 
O adolescente Michael Oher (QUINTON AARON) sobrevive sozinho, vivendo como um sem-teto, quando é encontrado na rua por Leigh Anne Tuohy (SANDRA BULLOCK). Tomando conhecimento de que o garoto é colega de turma de sua filha, Leigh Anne insiste que Michael — que veste apenas bermuda e camiseta em pleno inverno — deixe-a resgatá-lo do frio. Sem hesitar por um momento sequer, ela o convida a passar a noite em sua casa. O que começa com um gesto de bondade evolui para algo maior, pois Michael passa a fazer parte da família Tuohy, apesar de terem origens bem diferentes. Vivendo no novo ambiente, o adolescente tem de encarar outros desafios. E à medida que a família ajuda Michael a desenvolver todo o seu potencial, tanto no campo de futebol americano quanto fora dele, a presença de Michael na vida da família Tuohy conduz todos por uma jornada de autodescoberta.